Monday, January 22, 2007

Sem parágrafo.

Eu tava pensando em escrever sobre um tema muito clichê (talvez o maior de de todos), sem ser clichê por influência - coisa bastante difícil. É, como minha sensibilidade aflora de tempos em tempos e eu estou neste tempo, falemos sobre o amor. Mas, abrindo um pouco de espaço para a subjetividade, prefiro debater a minha própria concepção deste - não dou todos os créditos a mim, é claro, eu tenho lá meus "musos inspiradores"! Todos falam muito daquilo que denominamos como sendo o sentimento nobre da humanidade. E é. É, mas não porque te faz crescer como pessoa, mas sim porque você aprende a gostar de ver a outra pessoa, ou outras, crescendo também. E a loucura que ele traz causa qualquer sensação de quebra de barreiras, qualquer liberdade que, como um pássaro doméstico que viveu a vida na gaiola e agora, solto, não sabe o que faz com o momento que esperou durante sua vida. Assim, pode lembrar, diversas vezes, a eloqüência. Tem um amigão meu, um romântico mascarado no modernismo, que disse assim: " Louco amor meu, que quando toca, fere, e quando fere vibra, mas prefere ferir a fenecer - e vive a esmo". Engraçado, toda vez que leio essa parte do poema vou no Céu e volto três vezes - às vezes mais! -, mas o mesmo não aconteceria se o aplicasse na minha vida. Não, pra mim amor foi feito para trazer felicidade e não dor, e nunca precisou ser egoísta. É aí que entra uma música popular em castellano, uma das minhas preferidas, que diz mais ou menos assim: "Hoy mí playa se víste de amargura, porque tu barca tiene que partír, a cruzar otros mares de locura, cuida que no naufragues tu vivír...cuando la luz del sol se esté apagando y te sientas cansada de vagar, piensa que yo por tí estaré esperando hasta que tu decidas regresar". Já enchi o saco de muitas pessoas com essa música, mas sabe quando uma coisa parece que foi escrita por e para você? É, para mim é desse jeito que funciona: o amor se importa com o outro. Por conta disso, sabe se desvenciliar, sabe esperar, sabe compreender, sabe dividir, é, literalmente, o maior sabichão do pedaço! Amor não é querer para si, mas apenas consigo. Se algum dia você achou que "ninguém é de ninguém" era uma frase de devassos, seria bom repensar. Porque ninguém é, mesmo, de ninguém! Todos têm o direito de fazer o que quiserem sem pedir permissão daqueles que ama. Eu, pelo menos, aprendi que respeito e lealdade não se impõem com regrinhas tolas. Pois é, aquele amigo que eu havia falado escreveu um outro poema, e nesse eu assino embaixo:
"Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...

Amo-te como amigo e como amante

Numa sempre diversa realidade.


Amo-te enfim, de um calmo amor prestante

E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante(...)"

Isso sim é que é um Amor com A maiúsculo. Amar como amigo e amante, como pai e filho, numa sempre diversa realidade. A nossa, né? É a realidade do móbile no furacão e do rio que vai fluindo. Deixe-a ser e seguir para o mar...

Muitas felicidades e amores. E felicidades com os amores.
Bubu! (lov)
;**


6 Comments:

At 8:29 PM, Anonymous digão said...

Iris, parabéns e obrigado por conseguir dizer o "indizível" nesse post.
Só me resta te desejar muito amor e,consequentemente, muita felicidade.

E obrigado pela força.É bom poder contar contigo.
Beijos

 
At 8:46 PM, Anonymous Bubu said...

Amor, quando se começa a falar disso, às vezes se perde a linha, se perde as palavras. Difícil não é falar, é se fazer entender do modo que se almeja, né? A você, só a você... A você uma coisa que vejo que não tem vim, então nem vejo até onde vai. Uma palavrinha de quatro letras pela qual comecei esse comentário; a qual você abordou nesse post. Isso e tudo que há em mim. Razão, sonho, mundo e tudo. TE amo.

 
At 10:09 PM, Anonymous Júnior said...

aaaahhh! Eu acabei de postar justamente sobre isso! E ainda coloquei um texto desse teu amigão! :)
Olha só, acho que depois de terminar um certo livro, todos os leitores ficam sensibilizados. Eu te disse... hehehe :P
Ai, ai, faltou dizer da capacidade do amor em produzir suspiros nos pobres coitados que são apresentados a ele.
=*

 
At 2:38 AM, Anonymous Bubu said...

Lili! (lov)


;)

 
At 9:21 AM, Anonymous Igor said...

O amor é o sentimento mais belo, ou um dos mais belos, o amor incondicional é ainda mais belo. Aliás, você só ama se for incondicional, pois se você sente algo que é egoísta, pode ter certeza que não é amor.

Pra mim amor e paixão andam numa linha tênue, é bem fácil de confundir, muito mesmo. Se não é incondicional é paixão, se é, é amor.

 
At 6:37 AM, Anonymous Feffi said...

Ahh o amor...

 

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